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Quando assisti ao filme de 2019 dirigido por Fernando Meirelles, impactado pela densidade do diálogo e pela força das interpretações, pensei comigo: esse filme daria uma baita peça. Enxergando claramente a potencialidade para os palcos, levei essa imaginação aos meus parceiros Carol Godoy e Rafa Steinhauser, que rapidamente se entusiasmaram pelo projeto. Quando procuramos o escritório de direitos autorais para adaptar o filme, qual não foi nossa surpresa quando descobrimos que não havia o que adaptar... o filme é que era a adaptação do espetáculo teatral de Anthony McCarten, ainda inédito em língua portuguesa! Com essa prova de que a intuição estava no lugar certo, fomos em frente na missão de trazer, pela primeira vez, essa história aos palcos brasileiros.
Outra grata surpresa na versão original foi o peso da voz feminina, ausente no filme, personificada pelas duas freiras que são as interlocutoras tanto de um como de outro Papa ao longo de todo primeiro ato. Além da oportunidade de trabalhar com grandes atrizes, esse elemento redimensiona de maneira importante uma narrativa que, de outra forma, seria inteiramente masculina. Outra sorte deste projeto é a verdadeira necessidade que o texto impõe de trazer para a cena atores cujo peso seja compatível com o dos papas, atores que, assim como suas personagens, dedicaram suas vidas às suas “profissões de fé”, e com quem, como diretor, é um prazer aprender a cada ensaio. Agradeço a Celso Frateschi, Zécarlos Machado, Carol Godoy e Eliana Guttman, além do amigo e parceiro nas artes Gustavo Trestini por sua presença e contribuição como diretor assistente.

Munir Kanaan - Diretor

Vista por mais de 30 mil pessoas, sucesso em diversas capitais brasileiras, Dois Papas volta para uma nova temporada em São Paulo. O espetáculo foi vencedor de Melhor Drama 2025 pelo Prêmio Arcanjo de Cultura e rendeu indicações ao Prêmio APCA de Melhor Ator aos seus protagonistas. Com direção de Munir Kanaan, a peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, também adaptado para o cinema em filme da Netflix, dirigido por Fernando Meirelles, com 4 indicações ao Oscar.

Sucesso de público e crítica, Dois Papas reestreia em São Paulo no TUCA. Com direção original de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro entre dois líderes com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista argentino Cardeal Jorge Bergoglio - futuro Papa Francisco - vivido por Celso Frateschi. 

 

O espetáculo foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama 2025, e os protagonistas foram indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Melhor Ator. A peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, indicado a quatro Globos de Ouro, cinco BAFTAs e três Oscars - incluindo o de Melhor Roteiro. 

A história parte do momento em que Bergoglio viaja à Roma decidido a pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado a uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se segue é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

Além de Celso Frateschi e Zécarlos Machado, o espetáculo conta com a voz feminina que fica a cargo das atrizes Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de fortes personagens próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, freira idealista transformada pela ditadura argentina e pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, uma mulher rígida, editora de livros religiosos e amiga confidente de Bento XVI.

O espetáculo teve sua estreia nacional no SESC-SP, com sucesso de público e crítica, e foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística. Ainda na capital paulista, a peça chegou aos palcos do Itaú Cultural e BTG Pactual Hall, e também passou por outras capitais como Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro.


Dramaturgia: Anthony McCarten
Direção artística: Munir Kanaan

Idealização: Munir Kanaan e Rafa Steinhauser

Tradução: Rui Xavier

Diretor assistente: Gustavo Trestini

Diretora de Produção: Carol Godoy


ELENCO

Celso Frateschi (Jorge Bergoglio, futuro Papa Francisco)
Zécarlos Machado (Papa Bento XVI)
Carol Godoy (Irmã Sofia)
Eliana Guttman (Irmã Brigitta)

 

FICHA TÉCNICA

Iluminação: Beto Bruel
Assistência e operação de luz: Rodrigo Silbat
Arquitetura cenográfica: Eric Lenate
Adereços e produção de objetos: Jorge Luiz Alves
Cenotecnia: Casa Malagueta
Equipe de Cenotecnia: Alício Silva e Giorgia Massetani
Contrarregras: Rodrigo Caetano e Rui Xavier
Trilha sonora original e desenho de surround: Dan Maia
Instalação técnica de áudio e mixagem da trilha sonora no espaço cênico: L.P. Daniel
Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Figurino: Carol Roz
Fotografia: Ale Catan
Programação visual e criação: Carlos Nunes

Produção: Gengibre Multimídia e Zug Produções
 

AGRADECIMENTOS
Andre Galindo, Benjamin Martins Grobman Machado, Daniel Marano, Daniel Saito, Fabio Namatame, Isabel Setti, Izabel Petraglia, Luiz Claudio de Almeida Braga, Margot Naparstek, Padre Luiz Eduardo, Roberto Cordovani e Sylvia Moreira. In memorian Orelicia Mattos Piovezan e Ricardo Zuniga Mattos.


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